Parcerias Público-Privadas (PPPs) são forma de viabilizar o desenvolvimento de Cidades Inteligentes no Brasil

Parcerias Público-Privadas (PPPs) são forma de viabilizar o desenvolvimento de Cidades Inteligentes no Brasil

Parcerias Público-Privadas

Adoção de Tecnologia LED otimiza e torna sistema de iluminação mais eficiente

Atualmente, mais da metade da população mundial vive em centros urbanos, percentual que, de acordo com estimativas da ONU (Organização das Nações Unidas), deve subir para 70% até 2030. Mais de 400 metrópoles espalhadas pela Terra possuem mais de 1 milhão de habitantes. Com um número populacional tão grande, é inevitável o surgimento de problemas. Para superá-los, a tecnologia é uma boa opção.

Assim, surgiu o conceito de Smart Cities (Cidades Inteligentes, em português), que ganhou força nos últimos anos e pode ser definido pela utilização da tecnologia de forma a melhorar a infraestrutura urbana, tornando as cidades mais eficientes e melhores para se viver. Cidades inteligentes são aquelas que conseguem resolver, ou ao menos minimizar, seus problemas por meio da tecnologia.

Em Tel Aviv (Israel), câmeras instaladas em vias públicas auxiliam o trabalho da polícia local. Barcelona, na Espanha, é outro exemplo, já que as lixeiras possuem sensores que monitoram a quantidade de lixo, buscando uma coleta mais eficiente. O conceito, na Europa, já atingiu mais da metade das cidades com mais de 100 mil habitantes, que estão implementando trabalhos neste sentido. Na Ásia, há o caso de Smart Cities que foram construídas do zero, como Songdo (Coreia do Sul), e Masdar (Dubai).

OPÇÃO INTELIGENTE – Entre as várias formas de se caminhar nesse sentido está a tecnologia LED, uma opção moderna, frente ao obsoleto sistema de sódio e mercúrio, e que consome menos energia – a economia pode chegar a 80% em alguns casos. Oferece ainda, entre outras questões, maior conforto visual e mais segurança, uma vez que um local com melhor iluminação dificulta a ação de criminosos.

No Brasil, algumas iniciativas começam a aparecer. E na opinião de especialistas, as  PPPs (Parcerias Público-Privadas) são o melhor caminho para atingir o status de Smart Cities. “Cidades inteligentes fazem uso intensivo de tecnologia em seu processo de desenho, planejamento e gestão. Porém, não adianta ter cidade inteligente nas mãos de gestores públicos que não têm afinidade com o conceito e com toda a burocracia do sistema”, opina o arquiteto Moacyr Corsi Júnior.

PARCERIA – Devido ao fato de a transformação de uma cidade em Smart City ser algo que necessita de investimentos pesados e considerando o orçamento limitado dos municípios, a PPP surge como uma solução, já que o setor privado fica encarregado de investir, buscando a verba necessária durante a vigência do contrato.

Outra questão é o conhecimento técnico para a integração tecnológica de estruturas como as luminárias, por exemplo, que precisam “conversar” com os outros aparatos do sistema. E isso somado à velocidade para implementação da tecnologia, já que o Poder Público precisaria de uma grande articulação entre secretarias e autarquias, o que tornaria o processo mais lento e burocrático.

Para o senador ítalo-brasileiro Fausto Longo, uma cidade inteligente, além de formar, atrai melhores profissionais. “E mão de obra qualificada é fundamental para qualquer indústria. Empresas que oferecem soluções inteligentes para setores como o de tecnologia e energia têm a possibilidade de fazer história principalmente em relação à forma como o setor público pode prestar melhores serviços para os cidadãos”, afirma.

“Grandes empresas e governos do mundo todo estão investindo nas Cidades Inteligentes porque acreditam que isso vai melhor a eficiência em todos as esferas”, completa o arquiteto Moacyr Corsi.

 

 

 

 

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